Whats your story?

2009 November 3
by [N]att

Havia algum tempo que eu não escrevia e convertia sentimentos em palavras. Na verdade, é bem difícil. Tem tanta coisa passando dentro da minha cabeça que eu nem sei se na verdade há algo acontecendo. É tão engraçado quando eu faço previsões do meu futuro, planejando ser sozinha e independente… mas é inegável que a cada momento a necessidade de ter outro alguém aumenta. É inegável que é triste não poder admitir e ter que lutar contra essa vontade, porque sinceramento eu não acredito que háexista esse alguém. Hoje depois de ficar chorando por 11h assistindo um seriado eu me perguntei algumas coisas que são importantes… coisas vistas na ficção que pertecem à minha realidade. Existe o amor que dura a vida interia? Quantas vezes eu já tive meu coração partido e pensei que eu iria morrer de dor, mas hoje eu nem me lembro dessas sensações, dessas emoções que já me atingiram com tanta força… como eu já superei tantas coisas que pareciam o fim do mundo! Quantas vezes eu já parti o coração de alguém, cientemente? Ou quem já se feriu com minhas palavras mas eu nunca tive a oportunidade de saber, porque eu considerava essa pessoa só mais um amigo? É possivel relembrar todas as vezes que meu olhar foi de extrema paixão, as vezes que eu achei que era o maior amor da minha vida? Ou até mesmo relembrar todas as vezes que eu chorei no meu quarto pensando em todas as razões na qual nós daríamos certo e sequer me lembrava das razões que nos afastariam a cada abraço? Ou me lembrar por quantas semanas eu já fui apaixonada por alguém que perdeu seu encanto antes mesmo de eu ter uma prova. Quem realmente faz parte da minha história? Quem estaria lá nos momentos de felicidade absoluta? Eu, será que eu faço parte da história de alguém? Será que eu sou aquela pessoa que alguém iria querer do lado quando os sonhos se tornassem realidade? Eu não sei. As coisas têm passado tão rapidamente, e eu tenho deixado tantas coisas no automático, como minhas emoções. Meus medos, meus sorrisos, minhas paixões, minhas decepções. De algum modo eu tenho estado tão irritada com tantas coisas, eu tenho a sensação de que eu não pertenço à esse lugar, à essas pessoas… como se a parte de mim que está comprometida aqui não importasse. Como olhar pro céu e esquecer de tudo, como não conseguir lembrar de detalhes importantes. Como é possível tantas coisas passarem despercebidas assim? Como coisas simples não estão ao meu alcance e tudo que eu tenho escapa de mim, escorrega das minhas mãos e entram em contato com o chão? Como que esta sensação de que alguma coisa está faltando não passa, nunca?! Como eu sou capaz de não me permitir ser feliz, como eu sou capaz de deixar que tantas pessoas suguem de mim tantas coisas que me iluminavam? Sinceramente, eu não tenho orgulho da pessoa que eu sou e que eu irei ser.. só que eu sei que é mais fácil só saber e não fazer nada a respeito. Eu sei que eu morro de medo de andar por onde é desconhecido, eu tenho medo de tentar mudar tudo que está estagnado por anos. Eu me culpo por não saber perdoar e saber que eu estou errada, e que uma parte maior de mim grita deseperadamente pra que eu faça a coisa certa e me assuma, mas a pequena parte segura todas as coisas boas que ficam guardadas. E se algumas escolhas, mesmo as que não foram tão importantes pudessem mudar a minha vida? Ou até mesmo mudar drasticamente a vida de quem está ao meu redor? Algumas diferenças concerteza fariam bem para alguém… mas fariam mal para outra alma. A vida é uma incógnita… e o que eu tenho feito a respeito disso? Eu tenho deixado ela aqui. Parada, desconhecida. Eu quero TANTO descobrir minha importância… que eu acho que no final não tem importância, mesmo. É como tentar ser natural e acabar não sendo. Eu quero viver, sem precisar de falar mal de alguém pra isso. Eu quero sorrir, mas eu não quero sorrir da desgraça de ninguém. Eu quero olhar pro sol, sentir o vento… sem pensar se tem alguém falando mal do quão gorda eu estou.

“I found a reson for me to change who I used to be.. and the reason is you.”

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