an airplane carried me to bed
Acabei de perceber que deixo muitas coisas incompletas. Começo a escrever e não termino, encho o copo de água e não bebo nem metade… começo a traçar uma linha de raciocínio e não prossigo com a ideia. Na verdade, está sendo muito difícil pra mim terminar essa linha. Não sei se não tenho mais aquilo que me inspira, ou se estou muito cansada pra analisar qualquer tipo de situação e transcrever pra esse blog. Ter os pés no chão me preocupa as vezes, porque eles me impedem de sonhar. Defino meus limites sem ao menos tentar. Confio na medida certa, amo na quantidade calculada. Bom, pelo menos na maioria das vezes. Porque isso tudo é superficial e eu sei que por dentro eu quero tudo aquilo que eu penso em não querer. Na verdade eu não consigo escrever algo interessante porque tudo que eu sinto agora não é bom, nem colorido, nem vivo. Não sei se é solidão.. o que não faz sentido algum, porque afinal tenho muitos contatos na minha lista hoje. Talvez seja vontade de ter aquilo que eu nunca tive. Ou daquilo que eu já tive e perdi (prefiro acreditar que perdi do que acreditar que nunca tive). Não sei se é preguiça de me conhecer e de conhecer os outros. Ou pode até ser algum abalo hormonal. Quem sabe? Ai, isso até me dá vontade de rir. Porque eu me lembro muito bem de estar ótima e confiante há dois dias atrás. Mas hoje nada se encaixa, nada está radiante. Me pergunto se ele não é o motivo disso tudo… nos dias em que não o procurei, não li as coisas que ele escrevia sobre a menina que ele ama, eu estava tão feliz. Me senti livre, me senti linda. Não precisava me comparar a ela nesses dias. Mas é só eu me aproximar de você pra sentir todo o peso e toda a agonia que você traz dentro de você. Não duvido do seu amor por mim, mas sei muito bem qual é esse tipo de amor. Amor que não vai mudar com nenhuma poesia mal escrita e nem com uma intimidade qualquer. Suas atitudes esclarecem todas as minhas dúvidas e me colocam pra baixo. Perguntam de você pra mim e eu não sei como responder. Você não é nada pra mim e eu não sou nada pra você. Nada. Dois corpos perdidos no espaço. Me sinto mal por saber suas verdades e por entender o que você fala em códigos. Dizem que aquilo que é bom demora pra chegar. Você demorou mas chegou. O único problema é que você não é bom. Espero que você seja feliz, e acho que o motivo real do meu mal estar em relação a você é porque eu vejo o quanto você luta pra esquecer mas não esquece. O tanto que você se castiga e deixa o seu passado arruinar o seu futuro. Vivendo de ilusões e memórias fúteis e vazias. Você se perdeu quando ela se encontrou. E nessa sua vida vazia não percebe aquilo que está deixando escapar. Nunca fui sua mas já quis ser… já não quero mais. Quero me afastar daquilo que me guia até você. E rezo pra você conseguir abrir mão daquilo que já passou e pra que eu encontre aquilo que necessito. Não vou mentir, dizer que não quero e não preciso de ninguém. Porque eu quero sim. Você não é o único que precisa de carinho. Já me disseram também que eu assusto as pessoas – minha intensidade e sinceridade, meu amor a liberdade. E que estar ao meu lado é fácil mas é complexo. Não, não sou linda. Não tenho an outstanding body. Não sou legal todos os dias da semana e muito menos engraçada. Faço o que tenho vontade, e ao mesmo tempo que sou extrovertida, sou contida. Minha voz aguda e meu cabelo tingido. Não, não sou uma bonequinha, não sou sonhadora. Não peço pra ser amada. Mas amo sem pedir nada em troca. As pessoas só precisam de um pouco de coragem.
Tirei minha blusa, arranquei minhas meias violentamente dos meus pés, fiz um coque caído no meu cabelo escovado e fechei a porta. Tudo isso pra sentir o calor das palavras e ter liberdade pra digitar meus pensamentos sem correr o risco de acordá-lo. Por quase um segundo eu penso em quantas futilidades eu carrego comigo, e no quanto eu procuro motivos pra ficar chateada, triste, azeda. Por quase um segundo eu me acho ridícula e prometo mudar. Mas mal mal esse segundo acaba e eu estou caindo na realidade: não vou mudar. Não importa o tanto de choques de realidade que eu possa ter, eu vou continuar mesquinha. Eu admito que poderia fazer muito mais pela minha vida e pela vida dos outros, e que eu deveria calar a minha boca, se a única coisa que tiver pra sair dela for reclamação. Eu sei que deveria gritar loucamente em agradecimento pelo que tenho, ao ponto de chegar a ficar rouca. Eu sei que deveria valorizar mais as coisas, deveria ME valorizar mais. Valorizar meus pneuzinhos, porque são a prova de que eu tenho comida na mesa todos os dias. Valorizar minha unha quebrada, porque ela é a prova que eu sou capacitada de movimento em todos os meus dedos. Valorizar meus cabelos teimosos, porquê nenhuma quimioterapia acabou com eles. E eu não posso evitar de olhar somente para os meus problemas, de tão egoista que sou. E quando eu quero cuidar dele, eu provo mais ainda essa minha individualidade: eu quero ele só pra mim. Acorda, querida, não vai acontecer. E não deve. Porque com TODA CERTEZA do mundo, você não o suportaria depois de alguns dias. E pra falar a verdade, você já não suporta. “O silêncio assusta porquê ele grita a verdade.” Pois é. Me diz o que você ouve agora? Silêncio. E alguns ecos de “eu te amo”, bem baixinhos. Você não precisa dele, e nunca precisou de nenhum daqueles pra falar a verdade. Você só precisou da prova de que você não estava sozinha, e que alguém no mundo dependia de você e morria de ciúmes de você, e na maioria, alguém que nunca te viu. Porque aí sim eles poderiam te achar realmente maravilhosa, do jeito que a câmera fez o favor de te deixar. A prova que vinha com a palavra “minha”. Então tira da sua cabeça essa relação de dependência entre você seus “amores”, vulgos otários. Quão covarde você? Não assume pra ele que só precisa dele pra te amar, e que ele te irrita porque pra você não faz isso direito. INVERSÃO DE PAPEIS. A boba desesperada por atenção agora é você, quem mandou? Antes não dava a mínima, agora jura não viver sem. Ok então, culpe os astros por esta fase de “instabilidade emocional”. Mas e quando esse mês passar e seu horóscopo mudar? Quem você vai culpar? Então, meu caro, se um dia você ler isso: ouça a parte consciênte da Nathália que está escrevendo essas coisas, e NÃO se apaixone. E nem finja estar apaixonado. Não a procure, não a faça acreditar que alguém no mundo a quer. E se você cogitar a ideia de querer, pelo menos queira completamente. Porque ela está farta de quem só deseja pela metade. Ama pela metade. Sofre pela metade. Se arrisca pela metade. De quem só é feliz pela metade. Se quiser ser meu, seja meu por inteiro. Não tenha medo de perder alguns momentos das sua vida de curtição. Porque quem é esperto, sabe que não há curtição maior do que aquela que eu posso dar. E daí que meus textos não tem coerência, coesão ou o caralho a quatro? Mudo de assunto sim. E sempre chego ao mesmo – sempre chego às minhas negações. Eu me nego ter que amar alguém com muita força, além de mim. Eu me nego a precisar de algo a não ser oxigênio. Eu me nego a ser quente e melodramática. Eu me nego a negar isso tudo. Porque no fim, eu sou melhor assim – um gelo derretido. Sou melhor com minhas confusões. Ou pelo menos acho que sou, afinal, nunca consegui sair desse ponto. E essa ansiedade que me MATA? Que acaba com meu esmalte e com o meu humor? E lá vou eu sendo fútil novamente. Desculpa, vida. Acho que é exatamente por essa falta de sentido que eu preciso fazer medicina. Pelo menos alguma coisa tem que seguir um caminho que seja justificável. Então, quando você voltar aqui depois de alguns anos, cansada de tentar vestibular pra federal: toma vergonha na sua cara e vai passar naquela porra, é seu sonho. Vai fazer alguma coisa que faça sua vida ser lembrada. Algo que valha a pena, e que salve alguém. Já que você não conseguiu salvar a si mesma. Obrigada.
Percebi agora que só venho aqui pra falar sobre minhas decepções amorosas, que coisa engraçada. Logo eu que dizia “Isso tudo é só um monte de merda que eu não preciso… Amor é só amor, e daí? Paixão é só paixão!”. Que ironia, não? Ironia é odiar o amor pelo que ele fez comigo. Mas eu não quero falar disso nesse segundo post de hoje – e eu ainda não me sinto inspirada o suficiente pra achar palavras plausíveis pra escrever aqui -, agora eu quero falar um pouco sobre as minhas futilidades, sobre minhas bobeiras. Eu tô tão orgulhosa por ter dito tudo que eu precisava, e assumir meus erros… Tão feliz por ter dado minha cara a tapa e ainda assim não apanhar, porque eu fui mais corajosa do que qualquer um deles que poderiam levantar a mão. Contente por conseguir ouvir o que os outros tem a dizer, e por me julgar e cobrar mais da minha personalidade e do meu caráter quando se trata sobre o sentimento de pessoas mil vezes mais frágeis do que eu. E eu quero agradecer também a Deus, porque eu tenho amigas lindas. Que eu posso rir, chorar, fofocar, falar sério e até mesmo jogar futsal. Não que eu tenha superado aquele dilema “todo mundo me escuta, mas ninguém me ouve realmente”, mas eu tô aprendendo a conviver com isso. A única pessoa no mundo que não vai me deixar não mão, meu amor, sou eu. E não importa quantos amores ou inimigos eu tenha, em quantas pessoas eu confie e de quantas eu desconfie… no final, tudo se resume a mim – se eu fui ou não confiavel, se eu fui ou não sincera comigo mesma e se eu me aceitei assim. E eu posso dizer que de uns tempos pra cá, eu tenho sido bem sincera comigo. Nada de esconder sentimentos, e muito menos negá-los. Eu perguntei porque eu cogitei aquela ideia.. e bem, aqui está a resposta: eu cogitei porque eu estava sentindo, e pra mim era mais fácil admitir do que simplismente ignorar. E ando pensando constantemente no fato de que se eu não posso me entregar por completo, então é sinal que eu não deva me entregar por pedaços. Porque isso só vai me destroçar, e destroçar meu coração. Então meu bebê, sabe o “E agora?”? Bem, e agora é agora. Não quero mais imaginar o que teria sido ou o que será. Porque eu continuo inconstante com minhas unhas rosa chiclete. E você vai sempre continuar aí. Que saudade que eu tenho da minha vida simples, furando a bola do irmão porque eu estava com ciúmes. Que saudades de mim como criança… eu lembro muito bem. Eu lembro dos meus pés sujos de andar descalça naquela casa enorme o dia inteiro, ir todo dia no quintar ver se a manga já tinha amadurecido. Eu lembro dos berros que eu dava com meus alunos imaginários, e daquela risada linda de fundo – era a risada da mulher da minha vida, da minha mãe. Eu lembro dos cabelos loiros que ficavam brancos a cada mês, lembro dos olhos verdes que reluziam quando viam aquele tanto de lojas de brincos. Era o meu projeto, era eu crescida. Eu lembro da “cosquinha fatal” e de você me consolando quando alguém era eliminado do BBB. Mãe, eu lembro daquela noite que eu corri pra sua cama e passei a mão em cada milímitro de você, e eu te chamei de “dona osso”, e você parecia tão feliz… Você me apertou tão forte, eu fiquei aquecida só com um suspiro seu. Mãe, eu lembro de você subindo na cadeira porque tava com medo do rato, e do escândalo que você deu. Acho que eu puxei esse grito agudo de você. E sua vaidade. A minha vaidade. Como eu poderia saber? Como eu aguentei e aguento até hoje? Como eu consigo te manter fora da minha mente por tanto tempo? É triste pra mim dizer que eu me acostumei com sua falta. Porque eu acho que naquela noite, que você escondeu atrás de casa quando eu fui ao banheiro, eu não aguentaria. Porque eu lembro de ter chorado muito e ter gritado “mãe” umas mil vezes, e quando você apareceu eu corri pra te abraçar e comecei a te bater gritando “nunca mais faz isso comigo!”. Naquela noite provavelmente eu teria morrido junto com você. Eu era tão pequena… e eu sei que se você estivesse aqui eu teria seguido caminhos completamente diferentes, pra começar, nem teria vindo pra BH. Mas mesmo assim.. por mais sofrido que fosse aquele caminho, eu preferiria ele do que esse que eu sigo agora. Pq minha vida é tão boa… mas eu daria tudo só pra ouvir metade da sua respiração. Ah, mãe… eu te amo. E eu espero que você se orgulhe de mim, e me desculpe pelas coisas ruins que eu tenho feito ultimamente. Talvez eu deveria ter evitado a maioria pra não te magoar. Mas eu sou só um bebê. Eu caio as vezes. E nem sempre me levanto imediatamente. Mas um dia eu ainda vou te fazer chorar, dai do céu. Nesse dia, vai chover. Eu não tenho mais forças pra falar de mim, alguém tão ordinário depois de ter falado de você – minha amada. Saudades.
Vou ser sempre sua.
Dói toda vez que eu penso nisso. Quando eu lembro do que eu abri mão só pra te satisfazer por talvez… 2 segundos? E eu acho que pra você isso nem tem importância. Quem saiu magoada e com a moral ferida fui eu… Quem deseja morrer toda vez que olha pra tais coisas, querido, sou eu. Quem chorou a noite por sentir esse vazio fui eu. Mais do que de você, eu tenho tanta vergonha de mim. Tanta decepção por ser assim, fraca… E agora eu entendi quando disseram “não faça nada que vá deixar ele partir”. Agora eu consigo ver que nem aquilo foi suficiente pra nos deixar inseparáveis. Pra falar a verdade, só nos separou. Porque agora você tem o que você queria, não é? Agora você não precisa de falar mil vezes ‘eu amo você’, pq eu já acreditei, já coloquei minha mão no fogo por você. E me queimei no mesmo instante. Não pense que eu ainda estou bem, porque eu não estou. E porque eu deixei essas coisas passarem pela minha cabeça? Eu sempre tenho certeza das coisas que darão errado, mas ainda sim insisto em VER. Prefiro remediar do que previnir. Correr riscos. E meu amor, o risco que eu corri e ainda corro por você… não tem valido a pena. Porque há tantas pessoas pra me dizerem coisas bonitas, há tantas… E eu pensei que você fosse além disso. Que você realmente iria cuidar de mim, e se interessar pelas minhas coisas diárias e pelo meu humor incostante. Ou até mesmo se interessar em me contar suas coisas toscas e idiotas. As coisas que você fez ou deixou de fazer hoje. Porque ontem eu fui dormir sem saber como tinha sido seu dia, e se você sorriu ou chorou. Mas você só se preocupa com as coisas dentro do seu mundo, fazendo com que eu feche o meu. Me diz que é sentimental, mas não cuida dos meus sentimentos. E sabe o que me deixa mais triste? É pq você não deveria mesmo cuidar deles. Não é sua responsabilidade… Eu já sou grande o bastante pra escolher o que é melhor pra mim e com o que eu tenho que me preocupar, e já tenho experiência o suficiente pra me aguentar sozinha. Porque tudo que você sempre soube fazer foi dizer que me adora e que precisa de incentivos. Eu te odeio. Eu te odeio muito pq eu fui tão ingênua de acreditar que talvez isso poderia dar certo… COMO DARIA? Se nossas trocas de palavras cada vez ficam menores e mais frias? Eu te odeio porque agora você tem algo de mim que eu não posso tomar, e eu não me refiro ao meu coração. Porque ele não é mais seu. Em pouco tempo deu pra perceber que nunca deveria ter sido. Coisas funcionavam melhor como elas eram antigamente. Meu amigo e só. Lá de longe, que eu nunca vou ver. E se eu não fosse tão grossa, tão fria… ou tão possessiva e intensa. Se eu não tivesse mudado a maneira de demonstrar o que eu sinto por você… se eu não tivesse feito isso, onde nós estariamos? Em algum lugar muito melhor do que esse. Sem precisar dar indiretas por twitter e chorar escondido, sem precisar ficar com vergonha ou preguiça. A burra sou eu. Estúpida e infantil por querer tanto de você, quando eu não dei quase nada de mim. Ou quando eu me dei por inteiro. Mas meus sentimentos por você ainda são fortes… e únicos. E bonitos. Porque quando eu fecho meus olhos eu lembro de você, e eu não acredito que isso seja uma emoção ruim. E quando o telefone vibra, eu procuro pelo seu nome na tela. E eu espero todos os dias que você venha falar comigo.. porque assim demonstraria que você quer ficar comigo, falar comigo. Não se trata de orgulho. Se trata de medo e insegurança. E agora meu anjo, o que a gente vai fazer? Se nem isso tá adiantando… se nem nas vezes que você busca por mim eu me sinto querida de verdade?
Me diz, e agora?
Eu sou extremamente grata por ter a capacidade de me curar tão rapidamente, e de também poder começar esse texto em primeira pessoa. Se eu penso nele? Não mais. Foi muito forte e intenso enquanto durou, mas agora não resta nada. Nem lembrança. E disso eu posso tirar a conclusão de que eu sou forte quando eu preciso. Quando você pensa que nunca vai passar, que nunca vai poder remendar as coisas… bem, acredite, há concerto. E se você for parar pra reparar, tem tantas pessoas com o emocional mais fraco que o seu. Ela por exemplo. É linda, tem uma família tão calorosa. Principalmente o pai dela, que eu considero um guerreiro. Mas ela tenta se esconder atrás de cada falha que comete, de cada medo que ela deixa tomar conta. Culpa os outros por ser tão sozinha, e aponta a falta de paciência como fator principal. Diz que tem uma personalidade difícil e não faz nada pra tentar mudar isso e crescer, pra sair do papel de vítima e impor respeito e conquistar os outros. Ela consegue destruir um relacionamento antes mesmo dele ter se concretizado. Mas que da minha boca só saiam palavras que sejam boas. Eu não quero escrever sobre os outros se sou eu quem preciso ser lida. Eu estou sozinha. Tirando aqueles que me fazem companhia, eu estou sozinha quando eu preciso de algo além disso. Queria alguém pra me olhar nos olhos e escutar tudo que eu tenho pra falar, e se precisasse chorasse comigo quando algumas gotas de cristal insistissem em sair dos meus olhos; Alguém que segurasse minhas mãos, sem precisar de achar que isso significa mais que amizade. Que risse dos meus piores momentos e me avisasse quando meu cabelo tá feio, ao inves de falar só aquilo que me agrade. Que falasse comigo sobre coisas que nao sejam fúteis. Mas tudo bem, um dia esse alguém ainda vai chegar. Ou até já chegou, mas não tá perto de mim. E por falar em amor, eu não consigo acreditar no quanto eu amo ele agora. Porque eu nunca pensei em chorar e ficar tão triste só porque eu não posso sentir o cheiro de alguém. Não é um sentimento comum, ainda mais vindo de mim. Não é comum eu me entregar tanto assim e confiar tanto, ainda mais em quem eu nunca vi na vida. Eu conheço ele melhor do que eu conheço a mim mesma. Se ele soubesse a sinceridade de todas as minhas palavras, e se ele tivesse ideia do que ele fez com o meu coração e com minha mente. Como ele é uma mistura de todos os sentimentos possíveis, como ele é o desejo constante. Eu sei que não há nada como ouvir a voz de aguém que você ama, mas eu nunca senti nada que pudesse ser comparado quando eu ouço a voz dele. Quando eu escuto ele cantar, ou quando ele dá aquelas risadinhas mais lindas do mundo. Eu não quero pedir nada que ele não possa me dar, eu não quero magoar ele nunca. Porque afinal.. ele é meu. Meu amigo. E por mais que isso soe melodramático demais, ele é meu bebê. E se eu pudesse eu faria tudo pra ele. E quem me dera poder ter as estrelas na minha mão. Se eu tivesse, pode ter certeza que eu as daria pra você. Qualquer coisa que te faça sentir bem e feliz, mesmo quando eu tenho meus surtos de frieza. Você só precisa entender que é amor demais.
É amor demais…
Realmente, a tristeza vem acompanhada de inspirações. O sofrimento que te consome faz com que você queira expulsar todos os males em formas de palavras. Talvez seja porque quando você está muito feliz, seu tempo é precioso demais e tudo parece mais bonito, tudo parece estar correto. Nesse momento, há uma mistura de emoções. Eu posso sentir que meu ódio foi amenizado a medida em que eu fui me apaixonando por alguém. Eu posso sentir que quando eu choro, eu choro por estar feliz, mesmo vendo algo triste acontecendo. Qual parte do mundo tem alegria agora e qual parte possui infelicidade? É perceptível que na maioria das vezes quando alguém está sob a luz, outro alguém está sendo tomado pela escuridão. Nossos milímetros são tão grandiosos, nosso sangue carrega tantas coisas… Nós transformamos objetos em a razão de viver, quando nós só precisamos de oxigênio e glicose. Eu não concordo quando dizem que essas duas substâncias nos fazem viver. Elas podem até nos fazer existir… não deixar com que nosso corpo caia no esquecimento e se torne gélido. Mas viver… viver vai além de coisas substanciais. Viver do seu jeito, com o seu sentido.. mesmo quando você insiste em viver sem sentido algum. Alimentar-se do sorriso da pessoa amada, fortalecer-se das coisas simples da vida… como um pedacinho de bolo. Fazer as coisas que te agradam e não esperar que os outros as façam por você e te tragam prazer. Enfentrar algo que você teme, fugir da dor criando outra… Cada ser tem seu modo de VIVER, no sentido real da palavra… alguns só sobrevivem. Eu? Eu vivo a cada abraço, a cada perfume que me atinge… Eu vivo a cada palavra que eu escrevo, eu vivo a cada brisa. Eu me fortaleço quando escuto músicas marcantes, eu me fortaleço ajudando as pessoas. Eu me fortaleço vendo as pessoas sorrirem, até mesmo meus inimigos. Eu faço da minha vida algo que valha a pena, algo que marcará todos que cruzarem meu caminho. Só de pensar que eu não te atingi de alguma maneira me faz morrer. E antes de morrer, eu quero sentir o perfume das pessoas que eu amo e ter esses odores gravados, cada um deles. Eu quero provocar pelo menos um sorriso enquanto eu estiver por perto. Eu quero cuidar de quem precisa de carinho. Eu quero ouvir seu coração bater, e quero que você ouça o meu quando ele bater desreguladamente. E quando ele parar de fazer barulhos… eu quero que você se lembre de todo o amor que ele um dia carregou.. que você se lembre que foi amor demais.
Me diga quando você ouvir o meu silêncio… há uma possibilidade que eu não perceba.